Os seringueiros que trabalharam na extração de borracha na década de 40 em Rondônia se reuniram na terça-feira (9) para discutir sobre o pedido de indenização ao governo federal. Eles reivindicam direitos que na época não foram recebidos. Os chamados soldados da borracha tiveram papel importante na Segunda Guerra Mundial. A borracha era enviada aos Estados para abastecer as fábricas. Com o fim da batalha, a promessa era que a aposentadoria dos seringueiros seria igual a do militar.
De acordo com advogado, Irlan Silva, os EUA repassaram o dinheiro ao Brasil. Mas, segundo ele, houve violação dos direitos e por isso foi movida uma ação judicial contra o governo brasileiro e os Estados Unidos.
Conforme dados do sindicato, cerca de 58 mil soldados da borracha vieram para a Amazônia na época. Destes, 40 mil morreram sem receber indenização. Aproximadamente 2.500 seringueiros ainda sonham em ganhar o benefício.
Na ação, o advogado pede dois salários mínimos mensais de indenização por danos morais, retroativos de 1940 a 1988. Não existe previsão de quando a justiça federal irá se manifestar em relação ao caso.